Novo. Lacrado.
Nas 13 faixas de Calavera, Guizado passeia por estruturas melódicas orientais dos Bálcãs do leste europeu, dos mouros e dos hispânicos e bebe em arranjos orquestrais de Henri Mancini, Herb Albert e Tihuana Brass. Além disso, a voz de Guisado aparece, mas não como um cantor e sim como mais um instrumento. “Tivemos o cuidado de tratar a voz de diversas maneiras, usando muitos efeitos e sobreposições para criar climas e atmosferas onde a voz ficasse quase que como uma névoa em meio à massa sonora instrumental”, afirmou. Karina Buhr canta em “Girando”, Céu aparece em “Skatephaser” e Maurício Takara fo o parceiro em “Emanação dos sonhos”, que mistura o frevo com batucadas. Guisado se firma como um das referências dessa nova turma e parece estar menos soturno, o que não significa que esteja menos denso e profundo que em seu álbum anterior.